O Ministério Público Federal entrou contra um processo contra a Microsoft, alegando que o Windows 10 coleta informações pessoais de seus usuários sem a devida autorização.

Os promotores afirmam que o padrão atual de instalação e atualização do sistema operacional permite que a empresa colete informações sobre como conteúdo de emails, geolocalização, hábitos de navegação e histórico de buscas, violando assim diversos princípios constitucionais, segundo o MPF. Entre eles, a proteção da intimidade.

No entendimento dos procuradores, a Microsoft estaria desrespeitando o Marco Civil da Internet e o Código de Defesa dos Consumidores, que prevê a necessidade de uma comunicação clara sobre os riscos apresentados no uso do serviço. O MPF ainda acionou a União, acusando-a de omissão na defesa dos consumidores.

Na ação, consta um pedido do MPF para que a Microsoft adeque o sistema operacional em, no máximo, 15 dias, solicitando uma atualização imediata do Windows 10, correndo o risco de ter que arcar com uma multa diária de ao menos R$ 100 mil em caso de descumprimento.

Fonte.

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O site The Register[1] noticiou que a série 5.x está a caminho e a série 4.x terá um fim em breve, em especial na versão 4.17 que se encerra nesta versão.

Segundo Torvalds alega que já se passaram seis milhões de alterações e que por isso cogita ter a mudança da “major version” e é um recorde em comparação a série 2.x e 3.x —o triplo de alterações—. Segue anuncio e lista de changelog[2] completa.

[1] https://www.theregister.co.uk/2018/04/16/linux_kernel_5_0/

[2] http://lkml.iu.edu/hypermail/linux/kernel/1804.1/06654.html

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O Berkeley Packet Filter, mais conhecido apenas como Packet Filter —ou ainda PF— desembarca para o kernel Linux. É um esforço de grandes players como Google, Netflix de trazer desempenho ao mundo GNU/Linux, houve rebuliço na comunidade diante da novidade.

Depois de aproximadamente três décadas, esta é a terceira modificação no firewall do Kernel Linux —vindo primeiramente com ipchains e o atual ipfilter (e seus frontends Iptables e Netfilter).

Uma postagem com uma apresentação sobre o tema que pode ser conferido na postagem do blog Cilium[1] e na postagem na Linux.com[2]

[1] https://cilium.io/blog/2018/04/17/why-is-the-kernel-community-replacing-iptables/

[2] https://www.linux.com/news/why-kernel-community-replacing-iptables-bpf

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6 anos após o lançamento da versão 2.8, surge a 2.10 do editor de imagens livre GIMP.

Apesar da transição para a GTK3 não ter ocorrido, diversas novas e interessantes funcionalidades foram implementadas, sendo nosso o destaque abaixo:

  • Utilização da biblioteca GEGL para quase todas as operações com imagens, e melhorias no multi-threading;
  • Gerenciamento de cores é agora uma funcionalidade nativa do GIMP e não mais um plugin;
  • Melhorias pulverizadas em diversas ferramentas internas do GIMP;
  • Pré-visualização de filtros executada pela GEGL;
  • Melhorias relacionadas a pintura digital, ferramentas de seleção e telas HiDPI;
  • Temas aprimorados e com melhor suporte a HiDPI;
  • Melhorias diversas no tratamento de fotografias digitais incluindo suporte a fotos com panorâmicas. Esta funcionalidade até permite o uso do darktable dou RawTherapee como plugins do GIMP;
  • Mais de 80 filtros baseados no GEGL;
  • Suporte a novos formatos de arquivos, formatos já conhecidos com mais bits por canal, abertura de PDF com senha e outros;

Confira todos os detalhes no site do Gimp.

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Seguindo o cronograma estabelecido, finalmente está disponível a versão estável do Ubuntu 18.04 LTS e derivados oficiais. Conheça as novidades e descubra onde baixar a distro.

Com mais de seis meses de trabalho, o Ubuntu 18.04 LTS é apelidado de “Bionic Beaver” e é o sétimo lançamento LTS (Long Term Support) da Canonical.

Por conta disso, ele receberá atualizações de segurança e software por cinco anos, até abril de 2023, durante o qual receberá não menos do que cinco atualizações de manutenção, cada uma trazendo pilhas de kernel e gráficos atualizadas, dentre outros updates.

O Ubuntu 18.04 também é a primeira versão LTS do sistema a vir com o GNOME Shell como o ambiente de trabalho padrão no lugar do Unity da Canonical.

Referência

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A Microsoft anunciou que criou um microcontrolador IoT com kernel Linux embarcado —leia-se, não é uma distribuição. Baseado em arquitetura ARM.

Conforme anunciado no vídeo abaixo:

Referência

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Uma ponte entre Direct 3D 11 e o Vulkan —o dxvk[1]— está fazendo maior franzi entre os amantes de distribuição GNU/Linux com wine, com impressionantes texturas que a implementação. Para quem não sabe a missão do Vulkan é simplificação de chamadas em baixo nível e como consequência alívio de processamento —a ponto ter a impressão que jogo é nativo, ocorrendo apenas alguns framedrops.

Vale a pena conferir! Mais um passo para consolidação da plataforma.

[1] https://github.com/doitsujin/dxvk

Referência

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Após algumas semanas tentando encontrar maneiras de continuar a conciliar o meu interesse em postar regularmente aqui para vocês e as exigências crescentes das minhas demais atividades, cheguei à conclusão de que é melhor suspender as tentativas e deixar o blog em férias por tempo indeterminado, enquanto não tiver condições de oferecer a atenção que vocês merecem.

O BR-Linux está no ar ininterruptamente desde 1996. Nos tempos áureos da primeira década do século XXI, cheguei a publicar médias de 12 a 15 artigos por dia, 7 dias por semana. Na década atual, o ritmo foi diminuindo no compasso de pelo menos 2 outros fenômenos interessantes, mas fora do meu domínio de interesse: a prevalência da disseminação de informação por outras mídias (redes sociais, vídeos) e a crescente mistura entre o noticiário sobre Linux e o noticiário corporativo.

Não são mudanças que me desagradam (pelo contrário, até), mas elas contribuem para reduzir a demanda por um blog textual com quase 22 anos de idade, cujo autor cada vez mais sente que já escreveu quase tudo que tinha para dizer sobre o assunto.

Quero agradecer a todos que contribuíram, participaram, apoiaram, leram, patrocinaram ou de outras formas fizeram parte da história do BR-Linux até aqui. Quero registrar também que não tenho a menor dúvida de que outros blogs, sites, fóruns, canais, grupos, sites e agremiações continuarão a disponibilizar informações e agregar a comunidade.

Não removam o BR-Linux dos feeds de vocês, porque eu - como eu fiz quando parei com o Efetividade.net, em circunstâncias similares - não vou me furtar a eventualmente escrever algo por aqui, caso surja a inspiração e o assunto. E deve surgir, porque continuo usuário de open source e de Linux.

Desativei os comentários porque julguei que seria melhor evitar a melancolia desta despedida, que pode ser por prazo curto. Se se quiserem dar um alô, vocês podem me encontrar no twitter, como@augustocc- de vez em quando posto sobre open source por lá, inclusive.

Obrigado, e até a próxima!

Augusto Campos

Referência

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# git commit -m """"
E assim, para preencher o vazio deixado pelo fim do site BR-Linux, criamos um fork chamado... Linux-BR!
Esperamos manter assim acesa a chama que motivou o software livre e a criação do BR-Linux.
""""

# git push
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O fim (ou pausa sabática) do site BR-Linux deixou um vazio enorme em nossos corações que não poderia ser preenchido de outra forma senão criando um fork.  E aqui está ele.

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